23 de jul. de 2010

Uma árvore sem folhas e galhos ainda é considerada uma árvore?

"Uma árvore sem folhas e galhos ainda é considerada uma árvore? O coração morre lentamente, perdendo as esperanças como folhas. Até que, um dia, nada resta. Nenhuma esperança. Não resta nada.
(...)
Ela se pinta para esconder o seu rosto. Seus olhos são águas profundas. O resto é escuridão. O resto é segredo.
(...)
Não podemos pedir ao sol, mais sol.
Nem à chuva, menos chuva.
Mesmo assim, conhecer a bondade, depois de tanta maldade, ver que uma menina mais corajosa do que ela imaginava teria suas preces atendidas…
Isso não é o que chamamos de felicidade?
Afinal, estas não são as memórias de uma Imperatriz, nem de uma Rainha. Estas são memórias de um outro tipo”
(Trecho do filme Memórias de uma Gueixa)


                             (Gustav Klimt, The Tree of Life, 1909)

20 de jul. de 2010

Ça sert à quoi


Ça sert à quoi, à quoi tout ça
Ce beau jardin si tu n'le vois pas
Pour qui pour quoi toutes ces fleurs
Autour de toi
Ça sert à quoi, à quoi dis-moi
Si t'as le monde rien que pour toi
Ça sert à quoi si ça ne sert à rien
Ce que l'on a
"Enquanto uma chora, outra ri; é a lei do mundo, meu rico senhor; é a perfeição universal. Tudo chorando seria monótono, tudo rindo cansativo, mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas, soluços e sarabandas, acaba por trazer à alma do mundo a variedade necessária, e faz-se o equilíbrio da vida." 
(Machado de Assis, Quincas Borba)

 
“ (...) e assim, involuntariamente, nos mais diversos momentos, ao andar pela estrada de Bropton, ou ao escovar os cabelos, ela se via pintando esse quadro, passando os olhos por ele, ou tentando desatar esse nó na sua imaginação. Mas havia uma enorme diferença entre conjecturar planos no ar, longe da tela, e efetivamente pegar o pincel e dar o primeiro toque”
(Virginia Woolf, Ao Farol)