"A Sra. Woolf é tão simples; ela dá a impressão de algo grandioso. Ela é completamente natural: não usa quaisquer adornos externos – e se veste bastante mal. Em princípio, você pensa que ela é modesta; então, uma espécie de beleza espiritual se impõe a você, e você descobre uma fascinação em observá-la. Ela estava elegante na noite passada; ou seja, as meias de lã laranja foram substituídas por meias de seda amarela, mas ela ainda usou os escarpins. Ela é ao mesmo tempo desapaixonada e humana, silenciosa até mostrar que quer dizer algo, e então o faz supremamente bem. Ela é bastante velha. Raramente fiquei tão encantada por alguém antes, e acho que ela gosta de mim. Pelo menos, ela me convidou a Richmond, onde mora. Querido, quase perdi meu coração." (Vita Sackville-West, sobre Virginia Woolf)
15 de jun. de 2011
5 de mai. de 2011
2 de mai. de 2011
Benedetti
“As estações são pelo menos inverno, primavera e verão.(...)
Graciela, quer dizer, minha mãe, repete e torna a repetir que tem uma outra estação chamada outono. Acho que pode ser, mas nunca vi. Graciela diz que no outono tem uma grande quantidade de folhas secas. É sempre bom que exista uma grande quantidade de alguma coisa, mesmo que seja no outono. O outono é a mais misteriosa das estações porque não faz nem frio nem calor e então as pessoas não sabem que roupa vestir. Deve ser por isso que nunca sei quando estou no outono. Se não faz frio, penso que é verão e se não faz calor penso que é inverno. E acaba que era o outono. Tenho roupa de inverno, verão e primavera, mas acho que não vão me servir para o outono. Lá onde meu pai está, o outono chegou bem agora e ele escreveu que está muito contente porque as folhas secas passam entre as grades e ele imagina que são cartinhas minhas.”
(Primavera num Espelho Partido, Mario Benedetti)
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