21 de fev. de 2008

( Wassily Kandinsky, O Elefante, 1908)
(Picasso, Danseuse et Vieillard Musicien IV, 1954)
(Paul Gauguin, Pastorales Tahitiennes, 1893)
(Van Gogh, The Red Vineyard at Arles, c1888)
(Marc Chagall, The Three Candles, 1938-1940)
(Edgar Degas, Quatre Danseuses, 1899)
(Pierre Bonnard, Girl with Parrot, 1910)
(John Singer Sargent, Bedouins, 1905, Brooklyn Museum of Art, New York)
(Berthe Morisot, Campo de trigo, 1875, Museu de Orsay)
(Toulouse-Lautrec, La Toilette, 1889)
(O pós-impressionismo de Paul Gauguin. Nave Nave Moe -Sacred Spring-, 1894)

Verde que te quiero verde.

Verde que te quiero verde.
Verde viento. Verdes ramas.
El barco sobre la mar
y el caballo en la montaña.
Con la sombra en la cintura
ella sueña en su baranda
verde carne, pelo verde.
Bajo la luna gitana,
las cosas la están mirando
y ella no pude mirarlas.

Verde que te quiero verde.
Grandes estrellas de escarcha,
vienen con el pez de sombra
que abre el camino del alba.
(...)
(Federico Garcia Lorca)
(Windflowers, 1903, do pré-rafaelita John William Waterhouse, nascido no mesmo dia e mês que eu )

Soneto do Desmantelo Azul

Então, pintei de azul os meus sapatos
por não poder de azul pintar as ruas,
depois, vesti meus gestos insensatos
e colori as minhas mãos e as tuas,

Para extinguir em nós o azul ausente
e aprisionar no azul as coisas gratas,
enfim, nós derramamos simplesmente
azul sobre os vestidos e as gravatas.

E afogados em nós, nem nos lembramos
que no excesso que havia em nosso espaço
pudesse haver de azul também cansaço.

E perdidos de azul nos contemplamos
e vimos que entre nós nascia um sul
vertiginosamente azul. Azul.
(Carlos Pena Filho)