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7 de jul. de 2011
20 de mar. de 2011
"Espero que você ame teu bebê. Espero que seja um menino. Esse teu marido, assim espero, sempre te tratará bem, porque, se não, meu fantasma o atacará como uma nuvem de negra fumaça, como um gigante insano, e o destroçará nervo por nervo. E não tenha pena do C.Q. Era preciso escolher entre ele e H.H., e era desejável que H.H. existisse pelo menos alguns meses a mais a fim de que você pudesse viver para sempre nas mentes das futuras gerações. Estou pensando em bisões extintos e anjos, no mistério dos pigmentos duradouros, nos sonetos proféticos, no regúgio da arte. Porque essa é a única imortalidade que você e eu podemos partilhar, minha Lolita."
(Lolita - Vladimir Nabokov)(Gustav Klimt, Mother and Child detail, 1905)
12 de ago. de 2010
30 de jun. de 2009
Tchekov

(Kandinsky, Der Blaue Reiter, 1903)
"Acontecia-lhe algo estranho... O seu pescoço, que um instante atrás fora envolvido por braços macios, cheirosos, parecia-lhe untado com manteiga; sobre a face junto ao bigode esquerdo, onde fora beijado pela desconhecida, tremia um friozinho ligeiro, agradável, como gotas de menta, e quanto mais ele esfregava esse lugar, tanto mais fortemente sentia o friozinho, e todo ele, da cabeça aos pés, estava repleto de um sentimento novo, estranho, que não cessava de crescer...Teve vontade de dançar, falar, correr para o jardim, rir alto...Esqueceu-se completamente de que era curvado e incolor, tinha suiças de lince e um 'fisico indefinido' (assim se descrevera o seu aspecto exterior numa conversa de senhoras, que ele ouvira sem querer). Quando a mulher de Rabbek passou ao lado, ele sorriu-lhe tão larga e carinhosamente que ela se deteve e olhou-o com ar interrogador.
(...)
E o mundo inteiro, a vida toda, pareceu a Riabóvitch uma brincadeira incompreensível, sem objetivo...Mas, afastando os olhos da água e olhando o céu, lembrou novamente como o destino, na pessoa de uma mulher desconhecida, acarinhara-o sem querer, lembrou seus devaneios e imagens de verão, e a vida que levava pareceu-lhe tosca, miserável, incolor..."
(Trechos de O beijo, um dos meus preferidos)
31 de mar. de 2009

(Mulher à janela, Dali)
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Aboguin e o médico estavam frente a frente e continuavam, na sua ira, a lançar-se mutuamente insultos imerecidos. Parecia que nunca na vida, nem mesmo em delírio, eles disseram tanta coisa injusta, cruel e absurda. Em ambos manifestava-se, violento, o egoísmo dos infelizes. Os infelizes são egoístas, maus, injustos, cruéis, e, mais do que os tolos, incapazes de compreender uns aos outros. A desgraça não une, mas separa os homens, e mesmo lá, onde, aparentemente, as pessoas deveriam estar ligadas pelo sofrimento comum, praticam-se muito mais injustiças e crueldades, do que num meio relativamente satisfeito.”(Trecho de Os Inimigos, de Tchekov)
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