20 de jun. de 2010

Let your honesty shine, shine, shine now ... like shines on me



Tom, get your plane right on time
I know your part'll go fine
Fly down to Mexico
Da-n-da-da-n...and here I am,
The only living boy in New York

I get the news I need on the weather report
I can gather all the news I need on the weather report
Hey, I've got nothing to do today but smile
Da-n-da-da-n... here I am
The only living boy in New York

Half of the time we're gone but we don't know where,
And we don't know where
(...)

(adoro essa!

18 de jun. de 2010

                                   (Monet, Regatta at argenteuil)

31 de mai. de 2010


Vendo-o colocar os trincos e desmontar os relógios, Fernanda se perguntou se não estaria também caindo no vício de fazer para desfazer, como o Coronel Aureliano Buendía com os peixinhos de ouro, Amaranta com os botões e a mortalha, José Arcádio Segundo com os pergaminhos e Úrsula com as lembranças.”
(Garcia Marquez in Cem Anos de Solidão )

25 de abr. de 2010

       "Ela tentava se ver através dos próprio corpo. Por isso, passava longos momentos diante do espelho. E como temia ser supreendida pela mãe, esse olhares traziam a marca de um vívio secreto.
        Não era a vaidade que atraía para o espelho, mas o espanto de se descobrir nele. Esquecia que tinha diante dos olhos o painel dos mecanismos corporais. Acreditava ver sua alma se revelando para ela sob os traços do rosto. Esquecia que o nariz é a extremidade de um tubo que leva ao ar aos pulmões. Via nela a expressão fiel de sua natureza.
        Contemplava-se demoradamente, e o que a contrariava às vezes era encontrar em seu rosto alguns traços da mãe. Então, olhava-se mais obstinadamente e dirigia sua vontade para se abstrair da fisionomia materna, fazer dela tábua rasa e só deixar subsistir em seus rosto aquilo que era ela mesma.
       Quando conseguia, era um momento inebriante: a alma subia à superficie do corpo, semelhante à tripulação que se lança do ventro do navio e invade o convés agitando os braços e cantando em direção ao céu."
 (trecho de A insustentável leveza do ser, Milan Kundera)