do filme Paris, de Cedric Klapisch:
18 de jan. de 2011
sempre Kundera
"No entanto, desta vez, adormeceu ao lado dela. De manhã percebeu que Tereza, que ainda dormia, segurava sua mão. Teriam ficado de mãos dadas a noite inteira? Era difícil de acreditar. Ela respirava profundamente enquanto dormia, segurava sua mão (com força: ele não conseguia se desvencilhar da pressão) e a pesadissima mala estava ao lado da cama. Não ousava soltar a mão do seu aperto, por temer acordá-la, e virou-se com muito cuidado para observá-la mais à vontade. Mais uma vez, ocorreu-lhe que Tereza era uma criança posta numa cesta untada com resina e abandonada ao sabor da corrente. Como deixar derivar para as águas impetuosas de um rio a cesta onde se abriga uma criança? Se a filha do Faraó não tivesse retirado das águas a cesta do pequeno Moisés, não teria havido o Velho Testamento e toda a nossa civilização! No começo de tantos mitos antigos, existe sempre alguém que salva uma criança abandonada. Se Pólibo não tivesse recolhido o pequeno Édipo, Sófocles não teria escrito sua mais bela tragédia! Tomas compreendeu então que as metáforas são perigosas. Não se brinca com as metáforas. O amor pode nascer de uma simples metátora.
(Milan Kundera, A insustentável leveza do ser)
(imagem do longa, com Juliette Binoche)
16 de jan. de 2011
Magnólia
Magnólia é um grande gênero de árvores e arbustos que conta com mais de 210 espécies.
É originária da América Central, da América do Norte e da Ásia. Não é nativa no Brasil.
Tem esse nome em homenagem ao botânico francês Pierre Magnol (1638-1715), autor das primeiras classificações das plantas em famílias.
Tem esse nome em homenagem ao botânico francês Pierre Magnol (1638-1715), autor das primeiras classificações das plantas em famílias.
Talvez a magnólia mais conhecida seja a grandiflora, também chamada magnólia sempre-verde ou magnólia branca, do sudeste dos EUA.



13 de jan. de 2011
"apaixone-se pelo vento que bate em seu rosto, pelo som das palmeiras, pela música que lembra alguém, pelo abraço do seu amigo, por um beijo do seu namorado, por um animal sem dono, pela forma de falar de alguém, por um momento da sua vida, por uma lembrança, por uma viagem, por uma palavra melhor, pelas tardes gastas conversando com a sua melhor amiga, pela sua rotina e pelas fugas que acontecem, se apaixone pelos seus sonhos e pelas coisas que você não pode fazer ainda, pra que possa aprendê-las mais tarde, apaixone-se pelo jeito das pessoas e pelos bons atos que elas têm, apaixone-se pelos seus pais e irmãos cada dia mais, apaixone-se pelos filhos que você tem ou que planeja, pelas cores do pôr-do-sol e pelo mistério do arco-íris, pela sua vida e por cuidar da vida de alguém, apaixone-se pelas coisas simples da vida e apaixone-se por simplificar as complicadas, apaixone-se pelos valores incalculáveis que passam por você e que você nem percebe."
(Helena Chermont)
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