26 de out. de 2010
22 de out. de 2010
"― Me dá um cigarro?
A voz era sumida, quase um sussurro. Permaneci na mesma posição em que me encontrava, frente ao mar, absorvido com ridículas lembranças. O importuno pedinte insistia:
― Moço, oh! moço! Moço, me dá um cigarro?
Ainda com os olhos fixos na praia, resmunguei:
― Vá embora, moleque, senão chamo a polícia.
― Está bem moço. Não se zangue. E, por favor, saia da minha frente, que eu também gosto de ver o mar.
Exasperou-me a insolência de quem assim me tratava e virei-me, disposto a escorraçá-lo com um pontapé.
Fui desarmado, entretanto. Diante de mim estava um coelhinho cinzento..."
(trecho de Teleco, o Coelhinho, de Murilo Rubião)
28 de set. de 2010
19 de set. de 2010
"Não faço perguntas.
Tenho medo das respostas que já sei.
Liberta do invólucro físico
Devolverei a matéria ao pó de que fora feito.
Tenho medo das respostas que já sei.
Liberta do invólucro físico
Devolverei a matéria ao pó de que fora feito.
Vivi meus três caminhos na terra.
Purgatório. Inferno. Céu.
Tudo de acordo com meus projetos,
Minhas atitudes,
Procurando não cair nos mesmos erros.
Purgatório. Inferno. Céu.
Tudo de acordo com meus projetos,
Minhas atitudes,
Procurando não cair nos mesmos erros.
Agora — vago e espero
Entre tropeços e flagelos
O ressurgir da verdade."
Entre tropeços e flagelos
O ressurgir da verdade."
(R. Tagore)
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